Prof. Geo. Ana

Este Blog pretende ser uma ferramenta do ensino da Geografia. Aproveitem-no...

1/19/2010

Cidadania e Profissionalidade CP_1_

Responsabilidade colectiva

"Em todo o mundo cresce cada vez mais o sentido da autonomia e o da responsabilidade, o que, sem sombra de dúvida, é de grande importância para a maturidade moral e espiritual do género humano. isto torna-se mais claro ainda, se tivermos presente a unificação do mundo e a missão, que nos foi imposta, de edificar um mundo melhor na verdade e na justiça. Somos, por consequência, testemunhas do nascimento de um novo humanismo, no qual o homem se define, antes de mais, pela responsabilidade que assume perante os seus irmãos e a sua história"
Vaticano II, Constituição Pastoral sobre a Igreja, 55

1/14/2010

Cidadania e Profissionalidade CP_1_

Afirmações......



" A Consciência é sempre, implicitamente. moral"
Alain
"A Moralidade é a única condição que pode fazer um ser racional um fim em si mesmo"
Kant
" Sou responsável por mim e por todos"
Sartre
"A nossa relação com a verdade passa pelo outro"
Merleaou-Ponty
" O dever é a sociedade enquanto nos impõe as suas regras e assinala limites à nossa natureza"
Durkheim
"Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio"
Kant




Cidadania e Profissionalidade CP1

Liberdade e Responsabilidade
" A responsabilidade tem que ver com a liberdade de autonomia do indivíduo assim como com a sua capacidade de comprometer-se consigo mesmo, e, sobretudo, com os outros até ao ponto de ter de responder pelas suas acções. Essa relação de compromisso, de expectativas, de exigências, faz com que a responsabilidade seja uma atitude essencialmente dialógica. Só são autónomos aqueles que são capazes de serem independentes, que podem tomar decisões, que ostentam um certo poder e, em consequência, algum tipo de autoridade. Assim, pois, nenhum ser humano com maioridade se pode esquivar à missão de ter que responder a algo frente a alguém, porque ineludivelmente, há-de encontrar-se em situações de poder, de tomada de decisões, que exigirão a satisfação de alguns pedidos. O simples facto de ter coisas, de possuir, desde uma família a um trabalho, passando por propriedades de diverso tipo, tem anexas diferentes responsabilidades.
Isto é assim porque cada um vive entre outros semelhantes e é interpelado por eles continuamente e a qualquer propósito. A autonomia nunca é absoluta, não exclui conexões e ligações: ninguém é totalmente auto-suficiente nem actua só para si mesmo. As relações sociais - família, escola , trabalho, lazer - constituem uma rede de interdependências. Esta recíproca necessidade de interpelação materializa-se num diálogo mais ou menos puro, quer dizer, mais ou menos igualitário. Em suma, pois, ninguém que assuma a sua maioridade pode inibir-se de dar respostas aos sucessivos requerimentos com que se depara. Tem que responder porque isso lhe é exigido. Quer dizer, tem que ser responsável, mas para poder ser responsável, tem de ser interpelado. O movimento há-de ser duplo: assunção de alguns compromissos se cumpram satisfatoriamente. A responsabilidade é a resposta a um pedido, implícito ou explícito, a uma expectativa de resposta".
V. Camps - Virtudes públicas. Madrid, Espasa-Calpe, 1990, pp 66-67


Cidadania e Profissionalidade CP_1 (Liberdade VS Responsabilidade)

"Quanto mais cresce o poder do Homem, mais se alarga o campo das suas responsabilidades, tanto individuais como colectivas" (Vaticano II) Do ponto de vista etimológico, o termo responsabilidade deriva do latim respondere, que significa comprometer-se (spondere) perante alguém em retorno (re).
Sumariamente, podemos definir a responsabilidade, em termos individuais ou em primeira pessoa, como a qualidade ou característica daquele que é responsável, ou seja, que tem capacidade e obrigação de responder ou prestar contas pelos próprios actos e pelos seus efeitos, aceitando as respectivas consequências. Assim, considerada, a responsabilidade é algo instransmissível.
"Dizemos muitas vezes que somos livres, que somos autónomos, que somos responsáveis. Mas o que significa cada um destes atributos do sujeito ético?
Costumamos associar a responsabilidade ao sentimento de culpa. Tal associação será legítima?
Poderemos falar de responsabilidade quanto está ausente a relação de causalidade entre um facto e o seu agente e os prejuízos não são imputáveis a ninguém em particular? A responsabilidade aplica-se só aos actos passados ou também às acções futuras?"
V. Camps - Virtudes Públicas. Madrid, Espasa- Calpe, 1990, p.55